domingo, 8 de novembro de 2009

A escrita certa em linhas tortas

Hoje, especialmente hoje, aplaudo com entusiasmo os desmandos dos acontecimentos tortos que me fizeram chegar até vc.



terça-feira, 3 de novembro de 2009

Dias dos Finados

Na sua cabeça idéias fermentavam como Maria Loca em preparo em pleno sol escaldante de um dia dos Finados atípico, ensolarado, depois de um mês de outubro mofento.

Pudera, uma rosa solitária vermelha em frente da foto da finada sua mãe, tornou qualquer dia asqueroso. A certeza de que não foi seu pai que deixara aquele mimo e a dúvida de quem deixou, apertava nó de seu intestino.

Foi embora do cemitério sem dizer uma palavra, dobrou a esquina, comprou pipoca doce e foi para casa. Trancou-se, enumerou os possíveis amantes de sua mãe, não se conteve, chorou. Clamou por penitência pela blasfêmia proferida naquele momento.

Dormiu.

domingo, 1 de novembro de 2009

Um lugar pra eu pensar

Precisei trabalhar por um curto período perto de casa e passar por um grande fracasso para entender que o trânsito é essencial em minha vida.

Sou dependente das horas de anda-e-para, de rádio distante intercalando notícias-músicasbabas-distração, pois nesse momento diário é quando penso melhor e organizo mentalmente meu dia. Aliás, não só o dia.

No trânsito resolvi inúmeros problemas profissionais, concebi a solução da Matriz de Abastecimento, logico que em estágio embrionário. Depois veio a participação importante de Jefferson, Fernanda e Sérgio. Por isso, gosto de trabalhar em equipe. Todavia, se não fosse o trânsito, a matriz não seria concebida.

Resolvi mudar de área, de casa, de carro, estado civil, o que comer no almoço, nas horas cinzentas do sinfônico trânsito de São Paulo.

Estava com saudades de você, não consigo esconder a minha satisfação em reencontrá-lo.

Fui à Mostra

Quente como na sexta não imaginei, o sábado não estava propício ao cinema.

Fui, certo de quê o filme pouco importava, fui, por amor.

Assisti ao Pequeno Burguês, mais um documentário sobre um grande nome da música popular, que tenta nos convencer que pessoas comuns como eu e vc, poderemos ser famosos e continuaremos sendo simples. Afinal, tudo tem a ver com as raízes.

Francamente, dessa vez não fiquei convencido.

sábado, 24 de outubro de 2009

Ah! Mostra?

Fiz até a lista dos filmes que gostaria de ver. Todavia, lembrei das experiências passadas, como o hype em SP bomba. Principalmente a Mostra de Cinema. Filas formadas por pseudos intelectuais discutindo qual foi a melhor performance de Liv Ullman e qual foi a referência obscura que Tarantino usou em seu último filme. Sem contar as extensas filas e a falta de educação alheia.

Sim, outrora, eu passaria por cima dessas chateações e estaria lá. Agora não, to com preguiça, baixarei os filmes e assistirei no aconchego do meu lar com a minha família real.

Cinema sim, hype não.

Segue a minha lista de filmes que baixarei pra análise:

A procura de Eric;
Singularidades da Rapariga Loura;
Alga Doce;
Ervas Daninhas;
Tokyo;
Mother;
Menino Peixe;
A Invenção da Carne;
Todos mentem;
Apedrejamento de Soraya M,;
Abraços Partidos.

domingo, 27 de setembro de 2009

Música para domingo ensolarado

Nada como Moby.



sábado, 26 de setembro de 2009

Gente grande

A descoberta que o açúcar é tão ou mais prejudicial que cigarro na vida de uma pessoa acendeu a luz amarela. Talvez beber café, tá certo que a cafeína tem os seus defeitos, com adoçante não seja algo tão ultrajante. Pedir Coca Zero deverá se tornar hábito, sei, refrigerante também não faz lá muito bem.

A vida saudável é uma zona cinzenta pra mim, ainda pouco desconhecida, daquelas coisas que ouço. Parece até ter lógica, embora, não acredite completamente. Contudo, tô um puta cuzão e decidi a mudar algumas coisas. Verdade, estou tomando café com adoçante, toda vez que posso faço a minha comida, quase sem sal. Bebo água até sem vontade e estou procurando uma atividade física pra fazer, até pq só sexo não resolve.

Complicado está sendo arrumar tempo para tudo isso. Li recentemente que a chave para isso é a organização. Concluí que sou um bosta nesse quesito também, decidi usar e abusar do Outlook, tenho as minhas atividades controladas. Pareço até alguém importante, agora tenho agenda pra tudo e com isso o meu objeto de desejo deixou de ser um 307 e passou a ser um Blackberry, assim sincronizo as agendas.

Tenho fé que um dia viro gente grande.





sexta-feira, 25 de setembro de 2009

3G

Primeiro post direto do estacionamento, após 227 km de trânsito em São Paulo, cruzar da Zona Sul em Zona Norte em quase 2 horas, olhando luzes vermelhas e ouvindo rádio. Eu me perdi em breves momentos em meus pensamentos, entremeados pela aquela dor de cabeça que me acompanha desde hoje pela manhã e se agravou após o almoço. Consegui algumas boas soluções para problemas urgentes.

Aguardo, não sou aguardado.


quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Endócrino

Hoje descobri os efeitos maléficos do açúcar.

Descobri, também, que devo fazer 4 fichas de exames da Amil.

De quinta para sexta, o jejum será de 12 horas.

Decerto, bulirão com as minhas veias.

Ler Vida Simples ou Bons Fluídos não é recomendável na sala de espera, o bom mesmo é Caras ou Contigo.



segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Alguma coisa pra ter a música no final

Decerto, havia um fumus de alegria, não era à toa que gargalhadas escorregavam como os chinelos naquele chão laminado após o enceramento.

Mesmo sem o claro encerramento de seu luto a viúva já tinha pensamentos eróticos. Também, pudera, nada mais erótico do discorrer de forma altiva sobre o cheiro inconfundível do dicionário.

Mesmo quando novo.

Coisa de molhar a calcinha, coisa que demora a secar, coisa que é desperdício não aproveitar.



domingo, 13 de setembro de 2009

Não foi um domingo qualquer

Conforme o formigamento aumentava, o coração atingia a linha vermelha dos 7000 rpms, um formigamento desordenado apoderava-se do corpo com se o sangue desaparecera. Talvez devido a velocidade o fizera desaparecer por microsegundos.

No elevado da avenida dos Estados imagens, pedais, marchas, lembranças e medo se misturavam a palpitação e a falta de oxigênio. Como se uma vida fosse acabar naquele momento ao fechar dos olhos, aliás, era tudo que o corpo desejava. Lembranças do Escafandro Borboleta, de macas, mortes de entes queridos se apressavam em controlar tudo naquele momento.

Queria gritar, parar o carro e pedir socorro. Mas, a quem? Sozinho, suando frio, procurando telefone. Queria uma voz, queria histórias cotidianas, como o sempre familiar almoço de domingo. Queria ouvir a doce voz que só você é capaz de dirigir a mim. Consegui, ah! Consegui...após, disso tive medo. Embora, o formigamento permanecesse como um alerta, a sua voz diluía todas aquelas imagens fatalistas.

Ao te encontrar pude notar o pânico em seus olhos, mesmo nos dois fazendo de conta que tudo estava normal, músicas nonsense que remetiam à infância, sorrisos, mas a gélida incerteza pairava no ar.

No hospital todos o sinais vitais Ok. Porém, o diagnóstico causou caláfrios, melhor esquecê-lo, pelo menos na noite de hoje e curti o efeito da dipirona na véia.


segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Talvez seja

Mudanças em ritmo alucinante, certezas diluídas num caldeirão chamado razão, a transformação em meio a um novo mundo e a intuição do que nada será como antes.

Um novo mundo a ser explorado.

Bye bye ao antigo.


terça-feira, 18 de agosto de 2009

O encontro

Por mais que ela diga que está apaixonada por um aceitou o convite de outro para uma conversa amistosa. Seria apresentação da bandeira branca e se possível a confirmação de suas suspeitas. Pois, a escuridão da desconfiança lhe cegava o cotidiano efervescente daqueles corredores.

Se perguntassem a ela o motivo do aceite, talvez, tangênciaria.

Não sei se ele obteve as respostas desejadas. Não sei se ela foi convicta ao proferir suas respostas. Só sei que mais outra vez estavam juntos.

Juntos nas tentativas de conversa por MSN, juntos nas negações e nos desvios de olhares forçados, juntos nas lembranças, juntos na intocável história dos seus passados.

domingo, 16 de agosto de 2009

Desligamento Intelectual

Estou naquela fase de desligamento intelectual.

Os filmes que estão em cartaz nos cinemas não me seduzem, os filmes que baixei me dão preguiça. Assistir ao Deus e Diabo na Terra do Sol me deu muito sono.

Estou lendo. Li o Cordilheira e achei bom. Gostei do final e da forma como a história se fluí em território argentino. Estou lendo As Travessuras da Menina Má e também estou gostando. Porém, está muito lenta, acho que preciso de férias.

Férias de coisas que necessitam pensar.


terça-feira, 4 de agosto de 2009

Época de fechamento

Sinto-me inconsertávelmente burro.

Acontece sempre quando trabalho demais, não sou mulltitarefa e só consigo focar um assunto por vez. Como sou um louco exigente, foco demais e o resto fica a margem.

Isso é coisa de gente limitada.

Sou limitado.

Primeira meta para os 30: Tornar-me um multitarefa.

domingo, 2 de agosto de 2009

Novamente há texto

Poderia agora escrever sobre as mudanças que planejei para a minha vida para a famigerada entrada no rol dos 30 anos.

Talvez seria indicado escrever sobre meu desencanto com a política atual.

Seria condizente com o mundo blogger escrever sobre a nova banda que ouvi e viciei, que estará em SP, que será hype e que já foi indicada pelo NME.

Cinema, Ok, escrever sobre o novo filme do Dhalia ou a expectativa de assistir ao novo de Von Trier. Isso também poderia ser dito. Que estou próximo de ter todos os filmes de Truffaut.

Quem sabe, escrever algo mais bonito, como a descoberta do brilho do Sol e uma nova e poderosa paixão.

Ou, apenas, reforçar que acredito na força das palavras, que me sinto um idiota ao tentar escrever algo, pois as palavras passam por mim, acenam e correm. Consigo, nem sempre, pescar algumas. E estas, ainda não formam o texto que gostaria de escrever.




quarta-feira, 22 de julho de 2009

A sentença saiu

algo errado nisso tudo. O réu foi julgado culpado e está adimplindo aquilo que lhe cabe. O advogado nada sabia, nem convocado foi.

Claro, o julgamento foi feito a revelia de qualquer devido processo legal.

Não cabe ao réu contestar.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Conversas não faladas

- Oi.
- Olá!
- Ah. Pq a exclamação?
- Tô empolgado.
- Humpf.
- Que foi?
- Nada.
- Tchau.
- Bye.


segunda-feira, 13 de julho de 2009

Frio

Não sei onde deixei a minha calça de moleton. Talvez não queira encontrá-la devido ao rombo na região sacal. Nesse frio, isso incomoda demais. Deve ser hora para comprar uma nova, mas o frio não me deixa sair de casa, assim, pra comprar algo.O frio não me encoraja a frequentar o bar. Nem a sinuca e muito menos a salsicha na conserva. Os meus amigos terão que esperar o inverno passar.O mesmo frio cria a barreira de ir ao supermercado. O suco acabou. O salgadinho também. Embora, há cerveja e não é que o frio também não me deixa bebê-la.

Vou adotar o estilo Pica Pau e esperar a morte bater na porta, enquanto isso, não saírei por nada.


sábado, 11 de julho de 2009

A culpa é do fidel

Ter Gravras no sobrenome é pedigree para fazer filme com temática política, pois bem, ela fez e o resultado foi um filme bonito. Nada de melodrama e uma forma encantadora de abordar temas tão espinhosos.

O início conturbado nos anos 70 do século passado, revisitado por uma menina com criação burguesa e que vê o seu pequeno mundo ter uma reviravolta devido ao rumo que seus pais desejam dar a suas vidas.A viagem que a pequenina faz é entrecortada por diálogos afiados e dúvidas universais que são agraciados com a bela atuação da protagonista.

A idéia pode não ser tão original, esse enfoque pode ser visto no Ano que meus pais saíram de férias, entretanto, isso não diminui o brilho.


Chuva

Observo do décimo segundo andar: Chuva. Um céu cinzento com lágrimas que não cessam e que nos influenciam pesadamente, a preguiça nos aprisiona e tudo o que queremos é ficar no quentinho.

Aimagem que vem a cabeça é uma capa de um CD de jazz, onde há chuva, pessoas e uma moça com um guarda chuva vermelho. Nunca ouvi essa coletânea, embora, a imagem esteja colada na minha mente desde então. Assim como as fotos, a arquitetura tem esse feitiço. Ontem almoçando com um amigo do trabalho que é mineiro, ele tava me contando a sensação da descoberta lenta da avenida Paulista, conforme a escada rolante fazia o seu rotineiro labor na estação Consolação.

Dias como hoje também me lembram um filme: Fim de Caso. Complicado de explicar, contudo, esse filme volta e meia, permeia, o meu pensamento.


quinta-feira, 9 de julho de 2009

Ontem não foi um dia qualquer


Foi um dia agridoce.

O amargo reside em decisões que contrariam em muito o que seu intímo deseja, o cérebro assume o comando, depois de processar o passado, presente e a perspectiva de futuro. Sim, nada muito fácil e nem convencional, mas honesto. Aquilo que determina o fim de algumas boas histórias e proporciona o bom dormir e um diálogo seco com o seu travesseiro. Uma batalha que eu vencia, mesmo contrariado e desgostoso, nessa noite perdi. A minha cabeça derrotada repousou sobre vencedor.

O doce é o novo mundo. O frio na barriga, a ansiedade que algo aconteça, o sem jeito como uma criança tímida a pedir algo. Uma solidão incomôda desejosa como a boca seca de uma ressaca brava. Um novo capítulo que se escreverá a cores, o cinza, o preto e o branco marcaram que tanto o capítulo anterior serão esquecidos neste novo. Desejo a sinceridade como um bom prato de arroz e feijão, companheiro injustiçado do cotidiano, mas que a mim agora é tão necessário quanto o ar que respiro. Sim, quero novos planos, quero novas viagens, quero o risco, quero o improvável, quero emocionar, quero chorar, quero rir, quero novas paixões, quero novas decepções, quero a vida e não a fuga, em mentiras comezinhas servem apenas para a imagem. Aliás, chega de imagem, de falsas confusões. Quero entrar no mundo das pessoas e deixarei a porta do meu aberta, com a ressalva, conquiste-me.

sábado, 4 de julho de 2009

Estado de espírito atual

Versão estilosa para um clássico

"Why wait any longer for the world to begin
you can have your cake and eat it, too
Why wait any longer for the one you love
when he's standing in front of you"

Esse é som um exemplo de como Bob Dylan é monstro.


quinta-feira, 2 de julho de 2009

Mais uma da seção de fotos não tiradas

Imagine um senhora numa cadeira de rodas, vestida de maneira simples, parada rente a grande numa ponte que fica sobre o córrego e no fundo o Museu do Ipiranga. Ela olhava o nada e nem se importava com a garoa, nem com o trânsito e muito menos com a impáfia do agente da CET que estava na esquina com o seu bloco de multas.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Cool

Deve ser cool a tristeza.

Pelo menos no meu twitter é assim.

Hoje até me animei após ouvir Jorge Ben, era como a vida tivesse a ter cor, a cor cinza foi afugentada e o colorido tinha vencido.

Acessei o meu twitter, me deprimi, agora tudo está cinza novamente.

sábado, 20 de junho de 2009

Talvez a música para aquele post

Mesmo gostando mais de Rolling Stone, a música abaixo é a que mais gosto.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Stoned

Não escondo de ninguém o quanto sou fã de Rolling Stone. Adoro o período da banda que vai até 1971 e sem pestanejar não me canso de afirmar que gosto mais do que Beatles. Hank, no episódio de ontem, corroborou que essa opinião. Porém, sou coerente, os Beatles tem as músicas maravilhosas e que aprecio sem moderação.

Como tudo no mundo pop, há no caso dessa banda, teorias da conspiração. A morte de Brian Jones sempre é colocada como um momento sempre controverso. Afinal, Brian Jones, brilhante músico que também morreu aos 27 foi vítima de um assassinato ou morto afogado pelo uso descomunal de drogas?

O Stoned foca esse evento fatídico. Maniqueísta ao extremo e com o engodo de ficção-documentário, vende a teoria que Brian Jones foi morto. Simplista ao mostrar que o multi instrumentista se afundou nas drogas devido a troca de Anita por Keith Richards. Esse filme me lembrou ao The Doors, como as histórias são sempre iguais nos filmes. Nem as deliciosas músicas do grupo naquele época recheiam o filme. As cenas de sexo lembram Emanuelle, quase não empolgam e sempre fica o selo fake. O ponto alto é a montagem e figurino que ficam bem na tela. Os personagens tem uma semelhança espantosa com os Rolling Stones.

Para quem é fã, o filme decepciona.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Continua sendo?

"I try, but you see
Its hard to explain
I said the right things
But act the wrong way
I like it right here
But I cannot stay"

Show é outra coisa

Assim com Ela, eu confesso que uma lágrima rolou quando vi essa música ao vivo.