segunda-feira, 25 de julho de 2011

3D

Aos modismos sempre resisti, nunca me atrai, muito pela preguiça de trocar o meu gosto. Sempre gostei de jogar futebol, videogame e andar de bicicleta. Fui refratário às épocas de pipa e balão. Esse sentimento me acompanha. Todavia, nadar contra maré, cansa e me deixa sem papo na hora do almoço dos "descolados" do escritório.


Visando o fim dos almoços solitários, nesse mês de julho fui atrás do hype perdido.

Porém, antes, gostaria de comentar o assunto mais comentado do mundo: como não poderia deixar de ser, sempre desconfiei de Amy Winehouse, o seu talento de cantar é indiscutível, embora, ao visitar uma Igreja Batista do seu bairro naqueles corais formidáveis, talvez você encontre uma voz poderosa como a dela. Suas composições, sei lá, não desgosto, mas é um pouco do mais do mesmo. A diferença estava em sua sonoridade e nesse ponto quem fez a diferença foram os Dap-Kings com uma produção genial de Mark Ronson. Fico na dúvida, imagino se a cantora do coral da Igreja Batista do meu bairro fosse produzida pelo Mark Ronson e tivesse como banda de apoio os Dap-Kings se não teríamos algo sensacional.

Voltando, nesse mês comprei a primeira temporada do Lost. Agora sim, vou me inteirar dessa série, confesso que estou estranhando um pouco, mas acho que chegarei no final. Porém, do que mais gostei foi assistir a saga do inglesinho mágico de óculos. Para não ficar por fora, executei o by the book do seguidor de hype: assisti os 7 filmes num curto espaço de tempo, me inteirei daquilo que tinha no livro e estava fora do filme, fui atrás das histórias paralelas, comprei por antecipação o ingresso para o IMAX 3D e lógico, com lugar marcado.

Neste último sábado, fui. Como manda o figurino, fui acompanhado de minha esposa, compramos pipoca e coca-cola. Assisti e foi legal, óculos, sensação de proximidade e visual diferente. Contudo, ontem à noite me dei conta que acabo soando um falso, pois gostei demais dos Sonhadores que passou no TC Cult.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Drinks Expressos - Heineken

Jaqueline para aqueles 14 anos ele era perfeita, seios avantajados, magra, engraçadinha e criminosamente ingênua. Pena que essa ingenuidade não era só sua e somada a covardia dessa idade não houve aventuras mais profundas a contar. Pior, nem uma tentativa frustrada sequer. Não posso seguir o senso comum, olho para trás e me arrependo.


Para fugir do lugar comum das camisa flanelas, bigode lápis e cobras, o Kazue no inverno de 94 inovou: Festa das Nações. No clima de despedida tomou o meu coração e me fez ser um candidato a dança típica alemã. Na verdade isso é mentira, foram os seios da Jaqueline que fizeram isso, a vi sem par e num momento de rara coragem adolescente, me ofereci. Na medida que os ensaios avançavam aquela coragem regressava ao ponto real e nem mesmo o sorriso fácil de minha musa a recarregava.


O pânico tomou conta de mim na semana derradeira, abrandada um pouco pelo espírito de Copa do Mundo, aliás, graças a este evento iniciei a apreciação de cerveja. Sei que no sábado estava bem nervoso e como era da organização tive que chegar cedo, teimava em tentar concentrar-me em ajudar o pessoal da escola. Sem sucesso.


Lauro, o ruivo, filho de Maria Alice, a professora do primário que anos depois contrataria a minha tia Xica como costureira e que tinha como irmã Natalia, que sempre suspirava pelos meninos mais velhos, devido a sua maturidade e por falar inglês, ter conhecido a Europa e ter lido o Apanhador no Campo de Centeio. Sim o esquisito, alto e fanho Lauro que também me emprestou um CD do Black Sabbath e pude conferir pela primeira vez os riffs de Tommy. Lauro bebericava sua cerveja num lata verde, estranha e logo pude conferir que era cerveja. O Kazue era estadual, todavia, metida a besta a única cerveja vendida naquela ocasião era Heineken.


Sem opção e nervoso, comprei a primeira lata de Heineken e sem qualquer problema, pois o tio que tomava conta da barraca de cerveja era friendly e vendia a qualquer um sem distinção entre homens e crianças. Confesso que a primeira vez foi curiosa pelo seu gosto mais amargo e marcante, era uma cerveja, para o meu padrão, difícil de beber. Contudo, ela me tranquilizou, dancei com a caneca na mão que por um erro de direcionamento a quebrei na execução do meu número e bebi mais três latas, que me deixaram, bem leve.


Fui me reencontrar com a garrafa e a lata verde dez anos depois...hoje sou admirador fervoroso. Que gosto de bebê-la enquanto escrevo e que talvez, o texto acima tenha influência direta do seu efeito.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Drinks Expressos: Steinhaeger

Rituais despertam a minha atenção, por exemplo, sempre que vou iniciar a leitura dos meus e-mails, gosto ter uma xícara de café ao meu lado. Enquanto beberico, leio. Assim que o meu pai toma sua cachacinha, primeiro despeja uma pequena porção no chão: oferece ao santo, faz o sinal da cruz e depois dá uma golada. Como ele sempre diz, isso definirá se o dia será etílico ou não, depende de como ela desce. Porém sempre haverá uma careta.

Osmar sempre antes do trabalho, às 7 am (no duro), tomava uma dose de Steinhaeger para controlar os nervos. Fazia efeito, era o seu ritual, a primeira coisa que ele engolia era essa bebida. Ele entrava tremendo mais que Chevette e saí igual a um Aston Martin. Sempre reclama quando é Dubar, segundo ele, a Becosa é muito melhor e se for bem gelada, insuperável. Aliás, na categoria de café da manhã mais etílico, acho que sou perde para o Dinho que toma Bagaceira com café.

A vida do Osmar é a contagem diária dos dias para a sua justa aposentadoria, ex militar, ex marido de uma mulher generosa em suas formas, ex pai de um viciado em cocaína, hoje era apenas o segurança pessoal do seu Andonius, o grego. Ou seja, nada mais que um puxa saco que me ajudou levando o meu currículo para o meu primeiro emprego. Largou o cigarro e se lamenta amargamente do plano Collor, foi-se a quantia de sua futura posada no Ceará. Ah! Fora esfaqueado uma vez, devido suas bricandeiras de mão, volto e meia imoblizando o peão.

Torço para que ele consiga levar adiante o seu ritual até o Ceará.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Drinks Expressos: Pinga com Limão

Também conhecido como PL, deve-se ter o limão com a casca lisa e se possível sem o miolo. Lembro-me que eu sempre admirei aqueles que não faziam escolhas óbvias como 51 ou Velho Barreiro, a Cavalinho era a que mais despertava a minha atenção.

Vicentão, sempre a pedia. Alto, negro e bom de papo. Aposentado e viveu sempre do futebol, apesar de nunca ter atuado como jogador. Foi fotográfo e foi árbitro. Percebia-se que ele estava bêbado quando os olhos travavam fixos ao nada, sempre depois da segunda dose.

Vigiado de perto por sua esposa e por sua filha, suas escapadas eram sempres rápidas e certeiras, nunca o copo ficava em cima do balcão e jamais ficava dentro do bar. Como era bom de conversa, sempre tinha ótimas histórias sobre o mundo do futebol. Aprendi com ele as regras do futebol, ganhei uma bola oficial de futsal e um apito. Ainda hoje me pergunto se ele estava tentando me incentivar a ser um árbitro. Uma vez me explicou o poder do mamão, inclusive para casos de azia.

Pena que um Alfa Romeo, daqueles sedãs da primeira tentativa dessa montadora, pois fim as suas escapadas. Atropelamento numa tarde qualquer na Caminho do Mar, que o deixou impossibilitado de escapadelas e emudeceu, não conhecendo mais ninguém e nunca mais pode contar suas histórias.

A mesma Caminho do Mar a qual ele tinha fotos memoráveis do início do seu povoamento.

terça-feira, 8 de março de 2011

Reverberações

Não se cria nada novo nas redes sociais? 

Seria o medo da exposição, em falar algo que poderia render uma interpretação duvidosa? 

Assumir uma posição sempre traz consigo o risco, para correr o risco tem que ter o ganho. Isso é tão intangível quanto o ganho projetado com o Foursquare. Veja o caso do Jucilei, desabafou e depois se arrependeu, aliás, hackeado é o mesmo que dizer que estava bêbado e não tem a devida responsabilidade por aquilo que foi dito.

Pior, seria o vazio, não ter o quê comentar por ser ignorante?

Aí, pior ainda...Para isso o remédio é outro, vai além.

Sei que o meu sacrifício da quaresma, além de não comer bacon, é não retwittar e nem simplesmente vincular algo de outrem.

Tentarei dar o meu ponto de vista, mesmo que ele não reverbere.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Lógica

La verdade es que reclamamos lógica para los demás y nosotros prescindimos de ella.

By Casares
O erro parece ser tão complicado, às vezes esqueço que ele está muito mais presente na vida que eu supunha estar. Basta ver o tamanho do fogão de nicho que adquiri, depois de medido por mim e por um profissional, a folga dos míseros 3 centímetros fizeram a Brastemp vaticinar que eu poderia causar uma explosão de grandes proporções.

Pior são aqueles erros que nos marcam por um bom tempo: nada como comprar aquele cabo HDMI Sony, em 3 vezes. Pois, ele não funcionou e lembrei disso por 3 faturas do meu Visa seguidas.

A 3M sempre cultua a inovação, errei em acreditar nesse bordão, o meu relógio formato Windows que comprei para instalar na cozinha está longe de 1Kg, informado como limite para o seu substituto de prego. Não adiantou, ele caiu e quebrou.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Devo votar em branco?

"Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição"

Essa é a eleição mais chata desde que me entendo por gente.

A era das paixões no Brasil acabou, com um PIB estimado para esse ano maior do que 7%, estamos mais preocupados com os nossos carnês, futuras viagens à Miami e smartphones que nós compraremos do que se preocupar com política. Esquerda e direita seguem o mesmo caminho e não há a esperança da escolha de um caminho diferente do capitalismo mundial atual.

 Sabemos que o PT não é mais o arauto da ética e da mudança. O seu líder é uma lenda muito maior que o partido e isso esvaziou por demais o debate. O PSDB está muito longe de ser o celeiro dos excelentes administradores, basta analisar com mais calma os 12 anos de governo em SP, com resultados medíocres. Basta ver as inaugurações coxentas das últimas estações de metrô e do Rodoanel. O resto dos partidos sobrevivem da pouco politização de nossa política. Até o PV tem como presidente um ditador que está nessa cadeira a tanto tempo, que eu ficaria ruborizado em falar de democracia.

Acessei aos sites dos candidatos, todos vem com a história: nos informe o que vc acredita ser o melhor para o país. Para mim isso soa tão falso, pois basta entender como as coisas funciona:
  • Temos a estrutura piramidal de leis;
  • Temos a tripartição de poderes;
  • Temos a representatividade partidária.
Tudo isso nos tira a força motriz da mudança. Pois, sabemos que o próximo presidente, para que ele realmente possa ser o líder que o país precisa precisa ter um excelente planejamento para romper a burocracia e que desde o mês de agosto deveria estar pronto e ser apresentado ponto a ponto aos eleitores.

Nada disso! Hoje a discussão é sobre dossiês, comparação entre FHC e Lula e a instauração do medo através da possibilidade da volta de José Dirceu. A vontade que tenho é votar em branco.

domingo, 22 de agosto de 2010

Na noite de um domingo qualquer

El hombre, en el sueño y en la vigilia, consideraba las respuestas de sus fantasmas, no se dejaba embaucar por los impostores, adivinaba en ciertas perplejidades una inteligencia creciente. Buscaba un alma que mereciera participar en el universo.

E se nossa vida corresse em Y que em outro caminho percorremos através do sonho? Não o american dream...

Eu nunca fui ligado a essas coisas, vamos dizer anormais, mas em meus sonhos já ouvi algumas verdades que foram impactantes em minha vida e já tive que ouvir que deveria dar mais atenção a minha intuição.

Há momento de intercalações e o Y se encontra, assim temos que lembranças e imagens atuais podem não ser reais. Pior não temos a opção de tomar a pílula vermelha ou azul. Sem escolha, vc lidará com mais uma incerteza. 

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

5 coisas que perderam o sentido

1- Fazer o gol e beijar o distintivo;
2- Ouvir eu te amo;
3- Apalavrar acordos;
4- Cuspir;
5- Galera.

Eles poderiam vir.

Ele vem pro Brazil

Agora

Buscar a profundidade da preocupação de se ter a nobreza em atos, falas e cheiros. Sofrer pelo que poderia fazer, esquecer do que já se fez, pela necessidade do agora. O agora já passou, só será lembrado se for profundo.


quarta-feira, 4 de agosto de 2010

8 bocas

Buscar a leveza naquilo que se faz. O andar arrastado é a herança do olhar cinzento cheiro das madrugadas salteadas de chumbo proporcionadas pelo velho Arena e seu Galaxie500, 8 bocas, 4 litros, por 1 Km.

domingo, 1 de agosto de 2010

Samba?

Acabou a Copa, a Espanha foi campeã. Como todas as casas de apostas já previra.


O Mano é o técnico da seleção.


Hoje o Adilson estréia bem contra a porcada.


Todavia, nada disso importa, pois há samba em minha vida. 


sábado, 26 de junho de 2010

USA

Se há uma seleção que ganhou a minha simpatia nessa Copa, essa é a dos Estados Unidos da América.

Os caras foram roubados em 2 jogos, empataram suado com a Inglaterra e terminaram em primeiro no seu grupo.

Jogam um futebol raçudo, organizado e esse Donovan é muito bom jogador. Há uma áurea de entrega ao jogo, sem muito nome e marketing.

Parece que enfim os estadunidenses se renderam ao esporte mais relevante do planeta, prova disso é o vídeo abaixo:



Será que um dia vão deixar de chamá-lo de Soccer?

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Difuso

Uma das coisas mais legais que ouvi nos últimos tempos é Tokyo Police Club – ‘Wait Up (Boots of Danger)’. Não deixei o link de propósito, busque-o. Vale a pena.

Assistir ao jogo da Copa com sinusite não é uma das melhores coisas da vida. Aliás, com crise de sinusite nada é bom, nem pipoca.

Agora que Saramago morreu, posso me animar em lê-lo. Aquela figura caquética sempre me pareceu pesado, pedante e o Blindness no cinema não ajudou muito a minha mudança de opinião. Como sou um leitor preguiçoso, ou simplesmente preguiçoso, preciso de quilos de motivação para ler algo, talvez sua morte seja essa faísca motivante que eu necessitava.

Tem caras que são sem noção, conheço alguns não famosos, são impresíveis e as pessoas às vezes o respeitam por medo da vergonha que eles irão fazer alguém passar. O Dunga é um desses caras, ele pareceu o Wellington (amigo sem vergonha) que tive no Kazue, ele baixava a cabeça e ficava falando impropérios só para irritar.

Não tem nada mais sem graça do que essa merda de documento sobre Michael Jackson sobre um show que nunca existiu. Parece aquele CD duplo dos Beatles que tinha uma maçã e se tratava de versões em qualidade horrível. Até Besame Mucho tinha nesse CD. Caça níquel total.

Limão me espere que to chegando...

domingo, 6 de junho de 2010

Copa do Mundo

Pra quem como eu, adorador de futebol, a ansiedade está aumentando. É Copa do Mundo, mesmo que eu nunca fui lá um grande torcedor da seleção e que os jogos do Timão sempre me chamaram muito mais a atenção, trata-se de Copa e isso muda tudo.

Não há como negar que existe um gosto amargo, a seleção canarinho não vem com aquela expectativa de show que a embalava em 2006. Não se tem um monstro em sua última Copa como Zizou e as seleções africanas estão profissionais. Pois é, quando digo profissionais é obediência tática, graças aos técnicos estrangeiros.

Tenho uma teoria, o mundo está chato e o futebol, por consequência, também está chato. Não veremos zagueiros dando rolinhos na saída de bola, como a Nigéria contra a Espanha em 98. Ou chapéus, roletes e cobranças de penaltis estilosos com o de Zizou na final de 2006. Teremos, sim, jogadores que parecem play3 e que se acham os craques.

Torço pelo Lucião!

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Distraído

Casos, trabalho, amores, dinheiro, anos de distração. O gosto amargo do avanço dos dias, sem a construção de nada que impeça as refeições solitárias. Amigos, os poucos que não se aproximam devido a meras companhias para copos.

Anos de distração que passaram.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Coisas de ZN

  • Achar a Sylvia Design normal;
  • Chamar o Center Norte de Shopping Norte;
  • As ruas de Santa Terezinha que não tem lógica;
  • O traçado estranho da Voluntário da Pátria;
  • O samba paulistano;
  • Cabrochas;
  • Carnaval;
  • Ciccarino, Benets e Bruno;
  • Achar que o Frangó manja tudo de cerveja;
  • Mania de comprar em Santana;
  • A Video Norte que agoniza.

domingo, 4 de abril de 2010

A parte que me cabe.

A Páscoa terminou, bem como o Natal a pouco e não podemos nos esquecer do Carnaval. É mais um domingo à noite que precede uma possível segunda-feira cinzenta e mais um Abril que desabrocha.

O tempo vai rolando como as rodas de um possante carro,  O retrovisor está desfocado, as histórias passadas já não são as mesmas, amareladas como as fotos do passado. Que diga as esposas dos meus amigos da faculdade, que sempre ouvem as mesmas histórias, só que contadas sempre de um "ponto de vista novo".

Gostei de uma delas resumindo como eram os Bota Foras: "Eles bebiam até cair, arrumavam uma briga e eram expulsos". Gosto mais do presente, tão Desperate Housewives, que me intriga. O pior cego é aquele que não quer ver, usei muito tempo óculos escuros, não tenho estofo para julgamentos.

Quero apenas a parte que me cabe.





 

 



quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

On Vacation

Aprendendo a montar fotos panorâmicas.

Preparando-se a mais um exame inédito.

Anotando planos para o ainda 2010.

Assinando a NET.

Aclimatando-se para a Libertadores.

Aprendendo como é o Carnaval paulista.

 

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Up

Demorei bastante para assistir esse filme. Sem razão, sempre me simpatizei com o velhinho dos cartazes. Trata-se de tecnologia usada para se contar uma história, incomum no cinema atual, onde a tecnologia é o principal e a história é apenas um suporte para a exibição do quanto os efeitos especiais são bons.

O casamento entre Disney e Pixar criou uma jóia. Esse filme é sem dúvida o melhor filme que vi nesse ano, tá bom que foram poucos, mas esse filme é especial. O melhor filme de animação já feito e merecidamente concorrerá ao Oscar na categoria correta: melhor filme. Parece pouco, todavia, um grande passo para que haja o fim dessa distinção entre animação e real.

O começo, a forma como a vida de Carl é apresentada, o flash back remete aos grandes mestres do cinema, o primeiro filme que me vem a cabeça é o Morango Silvestres de Bergman. Uma tarefa tão dificil, essa da concisão, sou fã daqueles que conseguem. Não é a toa que gosto tanto do velho Graça.


A relação entre Russel e o velho Carl não é melosa, há um contraponto entre piadas e emoção que faz qualquer um sorrir e chorar, aliás acho que esse é o resumo da relação entre as duas produtoras. A aventura na selva é o que fecha o grande filme, fazendo-o escapar da monotonia.


O Dug é o meu personagem favorito.



Um dia no Hopi Hari

Decadência, foi a palavras mais dita no passeio.

Tudo começou pela compra do ingresso, pela Internet, com a exigência do Voucher e sem o link para a impressão do mesmo. Ligações feitas e a informação que bastava levar o número do pedido para informá-lo na catraca. Portanto, a exigência do voucher que estava no site era falsa.

Chegando lá, ingressos em nome de Andréia, estacionamento no Sol e caríssimo e fila. Aliás, o Hopi Pass, você compra a furada na fila, é algo mais estúpido que conheço. A lógica é o seguinte: O cliente pagar em torno de R$60,00, como há muita fila, você paga mais R$ 15,00 para furar a fila de 5 brinquedos. Ou seja, vamos lucrar com a fila.

Calor, cobrar R$ 4,00 na garrafinha d'água, R$ 20,00 num combo lanche, batata frita e refrigerante. Mais R$ 30,00 no Hadicale. Como o Hopi Hari permanece aberto?


O que valeu a pena foi o salto no Sky Coaster. Uma das melhores sensações que senti, descobri que sou do ar e não do mar. Quero um pára quedas!
 

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

il faut que jeunesse se passe

Leve, agradável, alegre e sempre decente.

N
ão quero parecer o típico burguês (palavra tão em desuso) conformado que almeja a sua parte em pecunia e que não se preocupa com as vicissitudes que o cerca. Somente quero expressar o meu desejo de simplificação de objetivos. Ah! Agora você pegou. Trata-se de mais um post sobre objetivos, planos, desejos e balanço... típico dessa época. Sou clichê e fiz o meu planejamento, contudo, ele pode ser condensado no primeiro parágrafo. Trata-se de um adágio, um lema, um norte, dê o nome que quiser. O roubei, sim, assim como, o título. Porém, chega de desculpas, forward, avante, faster. Quero uma conta bancária no azul, quero ler livros que me faça lembrar sempre deles e de autores russos, quero filmes mais alegres, que o meu top 10 também tenha filmes sem lágrimas melancólicas. Quero uma TV de LCD High Definition, quero um novo carro com ar condicionado, quero aprender a ouvir Wagner, quero ser um amigo mais presente, quero manter o amor, quero me molhar com água da chuva e ter um PS3 em minha sala.

domingo, 8 de novembro de 2009

A escrita certa em linhas tortas

Hoje, especialmente hoje, aplaudo com entusiasmo os desmandos dos acontecimentos tortos que me fizeram chegar até vc.



terça-feira, 3 de novembro de 2009

Dias dos Finados

Na sua cabeça idéias fermentavam como Maria Loca em preparo em pleno sol escaldante de um dia dos Finados atípico, ensolarado, depois de um mês de outubro mofento.

Pudera, uma rosa solitária vermelha em frente da foto da finada sua mãe, tornou qualquer dia asqueroso. A certeza de que não foi seu pai que deixara aquele mimo e a dúvida de quem deixou, apertava nó de seu intestino.

Foi embora do cemitério sem dizer uma palavra, dobrou a esquina, comprou pipoca doce e foi para casa. Trancou-se, enumerou os possíveis amantes de sua mãe, não se conteve, chorou. Clamou por penitência pela blasfêmia proferida naquele momento.

Dormiu.

domingo, 1 de novembro de 2009

Um lugar pra eu pensar

Precisei trabalhar por um curto período perto de casa e passar por um grande fracasso para entender que o trânsito é essencial em minha vida.

Sou dependente das horas de anda-e-para, de rádio distante intercalando notícias-músicasbabas-distração, pois nesse momento diário é quando penso melhor e organizo mentalmente meu dia. Aliás, não só o dia.

No trânsito resolvi inúmeros problemas profissionais, concebi a solução da Matriz de Abastecimento, logico que em estágio embrionário. Depois veio a participação importante de Jefferson, Fernanda e Sérgio. Por isso, gosto de trabalhar em equipe. Todavia, se não fosse o trânsito, a matriz não seria concebida.

Resolvi mudar de área, de casa, de carro, estado civil, o que comer no almoço, nas horas cinzentas do sinfônico trânsito de São Paulo.

Estava com saudades de você, não consigo esconder a minha satisfação em reencontrá-lo.

Fui à Mostra

Quente como na sexta não imaginei, o sábado não estava propício ao cinema.

Fui, certo de quê o filme pouco importava, fui, por amor.

Assisti ao Pequeno Burguês, mais um documentário sobre um grande nome da música popular, que tenta nos convencer que pessoas comuns como eu e vc, poderemos ser famosos e continuaremos sendo simples. Afinal, tudo tem a ver com as raízes.

Francamente, dessa vez não fiquei convencido.

sábado, 24 de outubro de 2009

Ah! Mostra?

Fiz até a lista dos filmes que gostaria de ver. Todavia, lembrei das experiências passadas, como o hype em SP bomba. Principalmente a Mostra de Cinema. Filas formadas por pseudos intelectuais discutindo qual foi a melhor performance de Liv Ullman e qual foi a referência obscura que Tarantino usou em seu último filme. Sem contar as extensas filas e a falta de educação alheia.

Sim, outrora, eu passaria por cima dessas chateações e estaria lá. Agora não, to com preguiça, baixarei os filmes e assistirei no aconchego do meu lar com a minha família real.

Cinema sim, hype não.

Segue a minha lista de filmes que baixarei pra análise:

A procura de Eric;
Singularidades da Rapariga Loura;
Alga Doce;
Ervas Daninhas;
Tokyo;
Mother;
Menino Peixe;
A Invenção da Carne;
Todos mentem;
Apedrejamento de Soraya M,;
Abraços Partidos.